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O QUE
A BÍBLIA FALA SOBRE A NATUREZA
A natureza
é tudo aquilo que foi criado originalmente por Deus. A Bíblia
diz que todas as coisas foram criadas por Deus, desde o princípio.
GÊNESIS
1:1
"No princípio, criou Deus os céus e a terra."
No capítulo
1 do livro de Gênesis, está o registro de todas as coisas
criadas por Deus: Os céus, a terra, o sol, a lua, as estrelas,
as águas, o firmamento, os peixes, as aves, os répteis,
as plantas, as flores, os frutos, o homem, enfim...tudo, todo o universo
!
Deus criou também leis físicas que regem este universo,
com uma harmonia admirável e, muitas vezes, inexplicável.
Não cai uma gota de chuva sem isso ter sido estabelecido por Deus
.
É uma sublime orquestra natural regida pelo maestro Criador. A
toda essa engenharia, chamamos de Natureza ou Criação.
Deus criou a natureza para se comprazer nela e para o homem se valer de
seus benefícios durante seus dias nesta vida. O propósito
de Deus com a criação também dar ao homem o testemunho
de sua existência. E a Bíblia diz que ninguém ficará
indesculpável a cerca do conhecimento do Criador.
ROMANOS 1:20
"Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno
poder, como também a sua própria divindade, claramente se
reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio
das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis."
Toda a criação
está sujeita a Deus. Ele tem poder de estabelecer tempos:
ECLESIASTES
3:1-8
" Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito
debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo
de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo
de curar; tempo de derribar e tempo de edificar tempo de chorar e tempo
de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria;
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar
e tempo de afastar-se de abraçar;
tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar
fora;
tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar;
tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz."
Mas um dos
registros mais lindos a cerca da natureza, está no livro poético
de Jô, num diálogo tremendo entre Deus e Jó:
"Depois disto, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó:
Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras
sem conhecimento? Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei,
e tu me farás saber.
Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo,
se tens entendimento.
Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu
sobre ela o cordel?
Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra
angular,
quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam
todos os filhos de Deus
Ou quem encerrou o mar com portas, quando irrompeu da madre; quando eu
lhe pus as nuvens por vestidura e a escuridão por fraldas?
Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus ferrolhos e portas,
disse: até aqui virás e não mais adiante, e aqui
se quebrará o orgulho das tuas ondas? Acaso, desde que começaram
os teus dias, deste ordem à madrugada ou fizeste a alva saber o
seu lugar,
para que se apegasse às orlas da terra, e desta fossem os perversos
sacudidos?
A terra se modela como o barro debaixo do selo, e tudo se apresenta como
vestidos;
dos perversos se desvia a sua luz, e o braço levantado para ferir
se quebranta.
Acaso, entraste nos mananciais do mar ou percorreste o mais profundo do
abismo?
Porventura, te foram reveladas as portas da morte ou viste essas portas
da região tenebrosa?
Tens idéia nítida da largura da terra? Dize-mo, se o sabes.
Onde está o caminho para a morada da luz? E, quanto às trevas,
onde é o seu lugar,
para que as conduzas aos seus limites e discirnas as veredas para a sua
casa?
Tu o sabes, porque nesse tempo eras nascido e porque é grande o
número dos teus dias!
Acaso, entraste nos depósitos da neve e viste os tesouros da saraiva,
que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia
da peleja e da guerra?
Onde está o caminho para onde se difunde a luz e se espalha o vento
oriental sobre a terra? Quem abriu regos para o aguaceiro ou caminho para
os relâmpagos dos trovões;
para que se faça chover sobre a terra, onde não há
ninguém, e no ermo, em que não há gente,
para dessedentar a terra deserta e assolada e para fazer crescer os renovos
da erva?
Acaso, a chuva tem pai? Ou quem gera as gotas do orvalho?
De que ventre procede o gelo? E quem dá à luz a geada do
céu?
As águas ficam duras como a pedra, e a superfície das profundezas
se torna compacta.
Ou poderás tu atar as cadeias do Sete-estrelo ou soltar os laços
do Órion? Ou fazer aparecer os signos do Zodíaco ou guiar
a Ursa com seus filhos?
Sabes tu as ordenanças dos céus, podes estabelecer a sua
influência sobre a terra?
Podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância
das águas te cubra?
Ou ordenarás aos relâmpagos que saiam e te digam: Eis-nos
aqui?
Quem pôs sabedoria nas camadas de nuvens? Ou quem deu entendimento
ao meteoro?
Quem pode numerar com sabedoria as nuvens? Ou os odres dos céus,
quem os pode despejar,
para que o pó se transforme em massa sólida, e os torrões
se apeguem uns aos outros?
Caçarás, porventura, a presa para a leoa? Ou saciarás
a fome dos leõezinhos,
quando se agacham nos covis e estão à espreita nas covas?
Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus pintainhos gritam
a Deus e andam vagueando, por não terem que comer?
São
tantas maravilhas neste livro, que vale a pena ler o capítulo 39
também do Livro de Jô.
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